Era noite. Noite animada no interior das paredes colorido-psicodélicas. Elas não tinham nenhuma esperança de vida e estavam cheias dela. Eram três: a que gostava de um menino, a que gostava de meninas e meninos, e a que já havia amado um menino e estava com muito medo do destino. O combinado era um encontro não tão às escuras e uma expectativa de a noite descombinar tudo. Como eram lindas na sua ignorância de beleza! Tuntch-tum-tuntch luz e som, brilho, luz negra, luz clara, sobe-desce, boca vermelha, cores. O fim das escadas trazia batidas, boas batidas, e sempre surpresas, tanto para cima quanto para baixo. Primeiro, a surpresa já quase corriqueira, o menino que já fora amado, e que talvez até ainda seja.... Dança, dança, dança, desce as escadas. A segunda surpresa já um tanto comum, mas não menos traumática: o menino que ainda era gostado. Cruzaram-se, não como antes. Um ar gelado deixou tudo frio em segundos de câmera lenta. Ar pesado: ela gelou,entristeceu. Ele seguiu, nada aconteceu. Crises, vontade de sensualizar, sensualiza-se. Rum pum pum pum! Vontade de vingança me ajuda, eu preciso me libertar disso. Será que teremos o encontro às escuras furado? Danças escaldantes, calor, anos 90, beijos em meninos de quem preferia as meninas, biquinhos sensuais, muitos nãos. O homem já/ainda amado tentando a sorte, mantendo uma possibilidade de resgate. Ela balança, sempre balança tanto quando o vê... quase despenca. Olhos, bocas, mãos, leves toques, intimidade: Nós vamos descer! Cadê nosso encontro às escuras?
De repente, ele é avistado, na verdade, uma parte dele (do encontro): cabelo displicente, barba rala, bigode insinuante, sexappel ambulante. E o amigo? Ela não queria mais, mas agora que ele não veio, até queria... Dança, até o chão, sedução... tudo corre como tem de correr....dança, dança... não quero, não to sozinha, agradeço o elogio... Dança dança. Vamos subir. A que gostava do menino já estava à vontade com sua fatia do encontro às escuras que apareceu; a que já havia amado estava em seu surto cotidiano, querendo saber um pouco mais sobre aquele cara que avistara de repente, e sabia muito bem quem era, e estava ficando cada vez mais lindo naquela falta de luz. Ele desgraçou minha amiga, ela sofre até hoje... mas seria só uma noite, não teria tempo para eu me desgraçar. Ela já ficou com o homem que amei, vive se insinuando... mas eu amei, passou. Não quero vingança. Ele é tão lindo. Eles estão vindo...
De repente, ele é avistado, na verdade, uma parte dele (do encontro): cabelo displicente, barba rala, bigode insinuante, sexappel ambulante. E o amigo? Ela não queria mais, mas agora que ele não veio, até queria... Dança, até o chão, sedução... tudo corre como tem de correr....dança, dança... não quero, não to sozinha, agradeço o elogio... Dança dança. Vamos subir. A que gostava do menino já estava à vontade com sua fatia do encontro às escuras que apareceu; a que já havia amado estava em seu surto cotidiano, querendo saber um pouco mais sobre aquele cara que avistara de repente, e sabia muito bem quem era, e estava ficando cada vez mais lindo naquela falta de luz. Ele desgraçou minha amiga, ela sofre até hoje... mas seria só uma noite, não teria tempo para eu me desgraçar. Ela já ficou com o homem que amei, vive se insinuando... mas eu amei, passou. Não quero vingança. Ele é tão lindo. Eles estão vindo...