Da semana passada, acumulada sobre muitos outros dias, semanas, meses. Ela pensa em desistir. Na verdade, quanto mais perto do hoje, mais isso tem deixado de ser um pensamento para se tornar um fato: ela vai desistir. Agora, já chega! Mas não é parar de tentar, que não lhe venham com textos prontos de autoajuda. A desistência diz respeito a não mais fingir. Um pouco mais complexo: um não mais fingir que não finge. Ela finge mesmo, atua com legitimidade. Então, para quê se comportar de maneira diferente? Atrás de ideais que não são seus... São esses os passos que a guiam nesta madrugada, uma nova determinação de uma imitação de vida. Quer amigos, quer família, quer cultura; mas desde que isso não a obrigue a deixar de ser atriz. É muito mais pessoal do que profissional. É muito mais artista do que cientista.
Trilha sonora: será que é divina a vida atriz?