domingo, 14 de julho de 2013

Desesperadamente, eu sei que vou te amar.

Às vezes é desesperador, e ontem  foi um dia desses, de um desespero sufocado, abafadamente forte. Como eu senti tua falta, Céus!, como eu senti tua falta. Sem que ninguém percebesse. Eu era mais um ali, uma frieza, uma oportunidade, um lugar de sempre, com as pessoas de sempre...Por fora. Por dentro, meu nome era saudade, e minha saudade, como de costume, não tem rosto, mas tem sentimento. Acontece assim: do nada, uma música me faz sentir tudo aquilo que está preparado para ser contigo, os momentos bons e os nem tanto, tudo na intensidade de algo que é por toda a vida. E, quando a música vai chegando ao fim, eu tento me agarrar loucamente ao momento que eu percebo se esvair, já sei que a próxima canção será distante de nós e que eu nada mais vou sentir. Aí vem a saudade... Que falta tu me fazes, meu amor! Mais do que te encontrar, eu preciso te viver de uma vez, o encontro é só um detalhe. Assim, não mais viverei só desses momentos súbitos e aleatórios, que me levam até a gente, mas que depois somem como querendo me dizer que são só um sonho, mera utopia.
Eu espero para viver ao lado teu, por enquanto, a espera  é a minha vida.