Perdemos muita coisa pela vida. Muito foi ficando pelo meu caminho, talvez para que eu me encontrasse. Ou talvez nada disso esteja relacionado. Eu perdi você. Aliás, devo ter perdido uns dois ou três de você. E, sempre que chega esta época, pelo menos uma vez ao mês, em que a sensibilidade me surpreende de maneira absurda, eu penso no que perdi. Muita coisa. Mas isso não seria nada se as coisas não fossem consequências de pessoas perdidas. Não sei em que vão de dedos, em que desapego da memória, em que birra. Perdi. E, com isso, se foi um pouco de mim, um pouco do que eu sou hoje, mas também do que eu esperava para o meu futuro. E agora? Tem como recomeçar? Espero que sim, contudo digo que não. Porque dizer que não parece que "ah, tô nem aí, se acontecer é lucro"; porém eu quero louca e desesperadamente que aconteça. Digo: que venha o novo! Mas quero mesmo lhe reencontrar e lhe unir a tudo de bom que eu encontrei em mim quando você perdi. Já foram dois ou três de você... Se vier um, aparentemente novo, mas parecido, eu aceito. Mas se um dos de você fizer a volta na fila e novamente me encontrar, não vou perder a chance. Espero que você também não perca. A gente nunca deixa ir algo que não quer se perder e se agarra a nossa pele com todas as forças.
Trilha sonora: um dia um caminhão atropelou a paixão.
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Gentileza faz tão bem.